15 jan 2026

Nova Fátima é mais uma cidade a protestar contra a falta de água da Embasa na região

O município de Nova Fátima é mais uma cidade a manifestar publicamente indignação contra a falta recorrente de abastecimento de água por parte da Empresa Baiana de Águas e Esgoto (Embasa). O protesto se soma a uma série de reclamações registradas nos últimos meses em diversas cidades da região sisaleira e da Bacia do Jacuípe, principalmente naquelas abastecidas pela Adutora do Sisal.

A crise no fornecimento de água tem atingido tanto áreas urbanas quanto povoados rurais. Comunidades como Baixa Grande, no município de Quixabeira, além de Barracas e Itatiaia, enfrentam longos períodos sem água nas torneiras. Em Capim Grosso, moradores relatam interrupções frequentes no abastecimento, situação que tem gerado dificuldades para atividades básicas do dia a dia.

Diante do agravamento do problema, lideranças políticas e comunitárias promoveram uma audiência pública em Nova Fátima, que reuniu prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, representantes de sindicatos, associações e moradores de diversos municípios da região. O encontro discutiu o caos no abastecimento de água e deliberou uma série de encaminhamentos, como a cobrança de providências imediatas do Governo do Estado, a possibilidade de ações judiciais contra a Embasa, a criação de uma comissão regional de vereadores e a mobilização popular por meio de denúncias formais aos órgãos de controle. A ausência de representantes da Embasa, apesar de oficialmente convidada, foi duramente criticada e considerada um desrespeito às populações afetadas.

A insatisfação popular tem crescido à medida que o problema se arrasta sem soluções definitivas. Em alguns locais, os moradores relatam semanas e até mais de um mês sem abastecimento regular, cenário que compromete a saúde pública, o funcionamento do comércio e a rotina das famílias.

Em nota, a Embasa afirma que grande parte das falhas no abastecimento ocorre em razão de quedas e instabilidades no fornecimento de energia elétrica, que afetam o funcionamento dos sistemas de bombeamento e, em alguns casos, provocam danos a equipamentos, prejudicando a regularidade do serviço.

Apesar da justificativa, gestores públicos e moradores questionam a repetição dos problemas e cobram investimentos estruturais, manutenção adequada da Adutora do Sisal e medidas emergenciais que garantam o acesso contínuo à água potável.

Enquanto soluções concretas não são apresentadas, cidades e povoados da região seguem convivendo com a insegurança hídrica, ampliando a pressão sobre a concessionária e o Governo do Estado por respostas efetivas.

Redação FR Notícias/ com informações CN

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