12 jul 2024

Treinador de time feminino é preso por injúria racial após chamar jogadora do Bahia de ‘macaca’

O treinador do time feminino JC Futebol Clube, do Amazonas, Hugo Duarte, 44 anos, foi preso em flagrante, na noite desta segunda-feira (8), por suspeita de cometer injúria racial contra a zagueira Suelen Santos, do Esporte Clube Bahia.
A jogadora declarou à Polícia Civil ter sido chamada de ‘macaca’ pelo treinador, que é português. Ele continua preso no Complexo dos Barris.
A ofensa aconteceu durante uma confusão em campo após o empate entre o JC e o Bahia no Estádio de Pituaçu, segundo as jogadoras. Os policiais foram acionados pela juíza da partida do jogo, ao término do jogo, que relatou a confusão entre as jogadoras dos dois times.
‘Imediatamente, os policiais foram conter a confusão, no momento em que uma jogadora do Bahia chegou chorando e expondo que o técnico do time adversário tinha cometido crime de injúria racial contra ela’, diz a Polícia Civil em nota.
Imagens mostram o momento em que o treinador do JC se aproxima da zagueira. A ofensa teria sido cometida nesse momento, segundo a jogadora e colegas do clube ouvidas em depoimento.
O homem foi levado por policiais do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE) do Estádio de Pituaçu para a Central de Flagrantes da 1ª Delegacia dos Barris. Ele negou ter se aproximado da jogadora.
A jogadora, a treinadora do Bahia e outras testemunhas foram ouvidas e depois liberadas. O treinador foi preso e autuado em flagrante por injúria racial.
O treinador deve passar por audiência de custódia para decidir se prisão será convertida em prisão preventiva.
Em nota, o JC Futebol Clube disse que ‘repudia qualquer ato de racismo’ e que o jurídico averigua se as informações para realizar os procedimentos para que ‘não haja informações infame ou caluniosas que prejudiquem quaisquer que sejam os envolvidos’.
O Bahia também se pronunciou através de nota e disse que a ‘comemoração pelo acesso das Mulheres de Aço à elite do futebol brasileiro acabou manchada por episódio lamentável no estádio de Pituaçu’.
“O diretor de Operações e Relações Institucionais, Vitor Ferraz, acompanha a atleta juntamente com advogado criminalista que assessora o clube, além de outras jogadoras e funcionários que se apresentaram como testemunha”, diz a nota.
Fonte: Correio
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