01 abr 2026

Polícia Federal faz operação contra fraudes em licitações e realiza buscas em Santaluz, Serrinha e outras cidades da Bahia

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), uma operação de grande porte para investigar um esquema de fraudes em licitações e desvio de verbas públicas na Bahia. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de Santaluz, Serrinha, Araci, Salvador e Feira de Santana.

Segundo as investigações, o esquema estaria relacionado à execução de contratos de locação de veículos no município de Serrinha, com indícios de irregularidades ocorridas entre os anos de 2017 e 2024. A apuração envolve suspeitas de fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com a PF, o então gestor municipal, juntamente com servidores públicos, teria atuado em conluio com a empresa vencedora das licitações e outras empresas envolvidas, com o objetivo de direcionar contratos e fraudar os processos licitatórios. Após a suposta fraude, valores provenientes de superfaturamento e da não execução dos serviços contratados teriam sido desviados.

Ainda conforme a investigação, o proprietário da empresa beneficiada, apontado como ex-prefeito de um município da região e atualmente ocupando cargo eletivo, realizava transferências bancárias e pagamentos em dinheiro a servidores e gestores públicos, caracterizando possível esquema de repasse ilícito de recursos

Entre os alvos da operação está o deputado estadual Marcinho Oliveira, que teve mandado de busca cumprido em sua residência, localizada em Salvador. Também houve diligências na sede da Assembleia Legislativa da Bahia. O ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima, igualmente figura entre os investigados e foi alvo de mandado judicial.

Durante a operação, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e quantias em dinheiro em posse dos investigados. Todo o material recolhido será submetido à perícia técnica, com o objetivo de comprovar as irregularidades e identificar possíveis novos envolvidos no esquema.

A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento e não descarta novas fases da operação. Os envolvidos poderão responder por crimes como fraude em licitação, lavagem de capitais e organização criminosa, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 20 anos de prisão.

Fonte: FR/informações Bahia Notícias

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